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Curitiba anuncia novo modelo de coleta, transporte e tratamento de resíduos sólidos

O prefeito Gustavo Fruet anunciou nesta quinta-feira (23) que o Município abrirá em julho o processo de consulta pública para a licitação internacional que vai escolher a empresa a ser contratada para o serviço de coleta, transporte e limpeza pública no novo sistema de resíduos sólidos da cidade. A licitação, prevista para o segundo semestre, é a primeira etapa de um processo que se completará com uma nova concorrência, em 2017, para o serviço de tratamento de resíduos.

“Por meio de parcerias público-privadas, Curitiba vai implantar um modelo moderno e inovador de gestão de resíduos, baseado no tripé qualidade, economia e sustentabilidade”, disse Fruet. “Vamos reduzir custos, garantir mais qualidade no serviço prestado à população e trazer benefícios para o meio ambiente”.

O prefeito lembrou que quando assumiu, em 2013, estava em andamento há seis anos uma licitação para um novo sistema de processamento de resíduos, que acabou revogada em 2014. “Se essa solução tivesse sido adotada, Curitiba teria um custo ainda mais expressivo com a gestão de resíduos. O objetivo agora é incorporar tecnologia, mas também reduzir custos e rejeitos”, afirmou.

O novo modelo foi desenvolvido com base em estudos realizados pela International Finance Corporation (IFC), instituição do Grupo Banco Mundial contratada pela Prefeitura em junho do ano passado.

O processo será dividido em duas etapas. Na primeira, será licitado o serviço de coleta, transporte e limpeza pública. O vencedor assinará com a Prefeitura um contrato de parceria público-privada pelo período de 15 anos, que estabelecerá um novo paradigma na política municipal de resíduos sólidos.

Entre as mudanças preconizadas pelo novo modelo está a adoção de um mecanismo de pagamento à empresa contratada baseado em desempenho – o que aumentará consideravelmente a eficácia do serviço, já que a empresa terá descontos por falhas de performance e será bonificada por alcançar maiores taxas de reciclagem. Isso repercutirá positivamente na qualidade do serviço prestado à população.

Também são objetivos nesta etapa reduzir os gastos relacionados ao transporte – que respondem pela maior parte do custo no modelo atual –, aumentar os níveis de reciclagem e reduzir a quantidade de resíduos transportados para o aterro sanitário. “A estimativa é que até 2030 o volume de resíduos reciclados na cidade alcance ou até ultrapasse 30% do total, quadruplicando o volume atual estimado”, afirma o secretário municipal de Meio Ambiente, Renato Lima. Atualmente, os caminhões do Lixo que não é Lixo coletam em torno de 7% do volume total de resíduos, o que se soma ao que é recolhido por catadores.

Para que as metas sejam cumpridas, várias mudanças serão implantadas. Entre elas, o uso de sacos plásticos de cores diferentes para identificar materiais residuais e recicláveis e a construção de estações de transferência para diminuir o tráfego de veículos pela cidade – o que resultará em redução dos custos com combustível e também das emissões de gases poluentes. Está prevista a instalação de pelo menos duas estações de transferência, onde os resíduos serão depositados por caminhões menores, e depois recolhidos por caminhões maiores para transporte até o aterro.

A empresa que vencer a licitação também deverá investir em campanhas de conscientização e educação ambiental, e garantir um canal direto de comunicação com a população, cujos registros serão utilizados na avaliação de indicadores de desempenho.

O novo sistema pretende ainda melhorar as condições de trabalho das cooperativas dos catadores e ampliar a abrangência do projeto Eco-Cidadão, por meio de investimentos em equipamentos, manutenção e treinamento.

Consulta

A consulta pública que precederá a licitação do contrato de coleta e transporte de resíduos será realizada pela internet, ao longo de 30 dias. Durante esse período acontecerá também uma audiência pública presencial, em data e local ainda não definidos.

Encerrada essa fase e analisadas todas as contribuições apresentadas, será publicado, no segundo semestre, o edital da licitação internacional, do tipo menor preço.

A segunda etapa do processo, prevista para 2017, será a licitação da empresa que fará o tratamento dos resíduos sólidos em Curitiba. Entre as alternativas apresentadas pela IFC, a Prefeitura optou pela tecnologia de biosecagem, que resultará na liberação de água, na separação de recicláveis e na geração de CDR (combustível derivado de resíduos) – um material que encontra mercado em empresas do ramo cimenteiro, por exemplo.

Modelo atual

A licitação da primeira etapa do novo modelo integra os esforços que a Prefeitura de Curitiba vem fazendo desde 2013 para aperfeiçoar a gestão de resíduos sólidos na cidade. Entre as medidas já implantadas estão a adoção, em 2014, de caminhões com quatro eixos (um a mais do que os normalmente utilizados) para o transporte de resíduos, o que permite utilizar a carga máxima de transporte, proporcionando redução no número de viagens e economia de recursos.

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente adotou a gestão colaborativa de resíduos, buscando envolver a população no processo. Entre outras medidas, promoveu campanhas de incentivo à redução de lixo e reuso de recicláveis e intensificou o trabalho de fiscalização e orientação a grandes geradores de resíduos, legalmente responsáveis pela destinação do lixo que produzem.

Outra medida importante foi a criação das Estações de Sustentabilidade, locais para entrega voluntária de recicláveis, que visam envolver a população diretamente na gestão de resíduos e aperfeiçoam a separação. Já são oito unidades na cidade: cinco do tipo I (que recebe 12 tipos de recicláveis, como papel, papelão e vidro) e três do tipo II (preparadas para receber também resíduos vegetais e da construção civil).

Todas essas medidas partiram do mesmo diagnóstico que serviu de base à definição, pela IFC, do novo modelo de gestão de resíduos: o modelo vigente é pouco eficaz e insustentável do ponto de vista econômico e ambiental.

Atualmente Curitiba envia para aterros em torno de 568 mil toneladas de resíduos por ano. O custo desse serviço é altamente subsidiado. Em 2015, o Município arrecadou R$ 95,3 milhões com a taxa de lixo – que é cobrada junto com o IPTU – e gastou R$ 218,7 milhões com limpeza pública, coleta e destinação de resíduos.

Outro problema é o baixo volume e a qualidade reduzida dos recicláveis. Do total de resíduos recolhidos pelo sistema público, apenas cerca de 7% são coletados pelos caminhões do Lixo que não é Lixo ou entregues nas Estações de Sustentabilidade e encaminhados para reciclagem – o restante vai para aterros.

HISTÓRICO

2001 – Criação do Consórcio Intermunicipal para Gestão de Resíduos Sólidos.

2007 – Consórcio lança a licitação para implantação do Sistema Integrado de Processamento e Aproveitamento de Resíduos (Sipar).

2008 – Liminar suspende a licitação e inicia uma longa disputa judicial.

2009 – O consórcio declara a Recipar como vencedora da licitação.

2010 – Justiça autoriza a continuidade da licitação e o consórcio homologa conclusão da concorrência. Três dias depois, o consórcio Paraná Ambiental, eliminado na disputa, obtém liminar que suspende a vitória da Recipar. No entanto, a licitação continua parada na Justiça.

2010 – Depois de 21 anos de operação, o aterro da Caximba é desativado oficialmente. Aterros provisórios, em Fazenda Rio Grande e Curitiba, passam a receber as 2,5 mil toneladas de lixo diárias.

2012 – Prefeitura acata decisão do TC e desclassifica as duas empresas que ficaram nas primeiras colocações da licitação.

2014 – Conresol revoga licitação do Sipar.

2015 – A Prefeitura de Curitiba assinou um contrato com a International Finance Corporation (IFC), braço financeiro do Grupo Banco Mundial voltado para o setor privado, para uma consultoria que, acompanhada pela PMC, estudou e indicou o novo modelo de aperfeiçoamento da gestão dos resíduos sólidos urbanos a ser executado em Curitiba.

(Fonte: http://paranaportal.uol.com.br/curitiba/curitiba-anuncia-novo-modelo-de-coleta-transporte-e-tratamento-de-residuos-solidos/)

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Ano internacional do turismo sustentável para o desenvolvimento

A 70ª Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, ao final do ano passado, a adoção de 2017 como o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento. A resolução é “uma oportunidade única para fazer avançar a contribuição do setor do turismo para os três pilares da sustentabilidade – econômica, social e ambiental – aumentando a consciência sobre um setor que é frequentemente subestimado”, declarou ao site da ONU Taleb Rifai, secretário-geral da Organização Mundial do Turismo das Nações Unidas (OMT), agência que lidera essa iniciativa. Na resolução da ONU é citada “a importância do turismo internacional e, em particular, a designação de um ano internacional de turismo sustentável para o desenvolvimento, com o objetivo de promover uma melhor compreensão entre os povos em todo o mundo, levando a uma maior conscientização sobre o rico patrimônio das diversas civilizações”. Além disso, a iniciativa busca também apreciar valores inerentes às diferentes culturas, contribuindo assim para o fortalecimento da paz no mundo. “Temos grande expectativa de prosseguir com a organização e implementação do Ano Internacional, em colaboração com governos, organizações relevantes do Sistema das Nações Unidas, outras organizações internacionais e regionais e todas as outras partes interessadas relevantes”, acrescentou Rifai. A decisão segue o reconhecimento dos líderes globais na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) de que “um turismo bem concebido e bem gerido” pode contribuir para as três dimensões do desenvolvimento sustentável, para a criação de empregos e para o comércio. Agenda 2030 e os ODS A intenção em eleger 2017 como o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento ocorreu em um momento muito oportuno, quando a comunidade internacional adotou a nova Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aprovados pela Assembleia Geral da ONU em setembro de 2015. O turismo aparece como meta em três dos novos Objetivos Globais: 8 – Trabalho Descente e Crescimento Econômico, 12 – Consumo e Produção Responsáveis, e 14 – Vida na Água. Agora a ideia é promover, ao longo deste ano, o papel do turismo em cinco áreas: 1. Crescimento econômico inclusivo e sustentável. 2. Inclusão social, emprego e redução da pobreza. 3. Eficiência dos recursos, proteção do ambiente e Mudanças Climáticas. 4. Valores culturais, diversidade e patrimônio. 5. Compreensão mútua, paz e segurança. Veja mais detalhes no site oficial da OMT. Papel do consumidor consciente De que forma você pode contribuir para praticar um turismo sustentável? Um bom começo é adotar práticas de consumo consciente no dia a dia em viagens longas e passeios de fins de semana. Respeitar o meio ambiente, não jogando lixo em locais inapropriados também é importante. Outra dica é favorecer a economia regional e o desenvolvimento econômico das comunidades visitadas, consumindo produtos locais. Clique aqui e veja outras sugestões preciosas que tornarão suas férias mais valiosas para você e para todos. – Reprodução de conteúdo livre desde que sejam publicados os créditos do Instituto Akatu e site www.akatu.org.br. Saiba mais em www.akatu.org.br/DireitosAutorais

(Fonte: http://www.akatu.org.br/Temas/Sustentabilidade/Posts/2017-Ano-Internacional-do-Turismo-Sustentavel-para-o-Desenvolvimento)

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Johnson & Johnson troca plástico por papel nos cotonetes

Boa parte do plástico que jogamos no lixo acaba no oceano. É tanto material descartável que as correntes marítimas do Pacífico fizeram o favor de varrer tudo para um canto só: há 100 milhões de toneladas de garrafas e embalagens concentradas em uma região de mar aberto de 700 mil km2 — duas vezes a área dos EUA — à leste do litoral da Califórnia.  O valor é só uma boa estimativa feita pelo oceanógrafo Charles Moore, que tropeçou na camada concentrada de lixo flutuante, com dez metros de espessura, em 1999 — 14 anos depois de sua presença ter sido detectada, entre 1985 e 1988, por pesquisadores de órgãos públicos americanos.

Pior: o plástico é uma espécie de esponja de poluição, e qualquer substância tóxica derramada no oceano entra na cadeia alimentar e volta para o ser humano eventualmente. Um tiro no pé que ocorre até no banheiro. Segundo a Marine Conservation Society (em português, “Sociedade de Conservação Marinha”), os cotonetes foram a sexta forma de poluição mais encontrada nas praias britânicas em 2016.

Boa parte dos cotonetes usados na Europa são jogados na privada depois de usados. O algodão e a cera de ouvido vão embora, mas a haste de plástico azul resiste e acaba no mar. A opção é usar tubinhos de papel biodegradável, medida anunciada no ano passado pela empresa farmacêutica americana Johnson & Johnson – a maior fabricante de hastes flexíveis com pontas de algodão, a ponto de o nome de sua haste flexível com ponta de algodão, o Cotonete, ter batizado todos os cotonetes.

Enfim. Os primeiros cotonetes ecológicos começaram a chegar a lojas da Inglaterra no começo do mês, e logo vão dominar o mundo. “O tempo que vai demorar para os cotonetes de papel estarem disponíveis em países e regiões específicas vai variar”, explicou Carol Goodrich, da Johnson & Johnson, à SUPER. “Mas nós queremos completar a transição até o final deste ano.”

Até lá, não precisa ficar de ouvido sujo — basta jogar o cotonete no lixo seco, e não no encanamento.

A medida vem no encalço de uma campanha ecológica inusitada: a #SwitchTheStick (em português, algo como #TroqueOPalito), que no final do ano passado pressionou os nove maiores varejistas do Reino Unido a não aceitarem cotonetes feitos de plástico.

(Fonte: http://super.abril.com.br/tecnologia/johnsons-troca-plastico-por-papel-nos-cotonetes/?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_super&utm_content=http://super.abril.com.br/tecnologia/johnsons-troca-plastico-por-papel-nos-cotonetes/)

 

02

Brasileiros geram mais resíduos, apesar da crise

Contrariando as expectativas, a quantidade de RSU (Resíduos Sólidos Urbanos) descartados pela população continua a aumentar no Brasil, tanto em termos absolutos, como individualmente, apesar do impacto da crise econômica sobre o consumo. Este é o cenário apontado pela ABRELPE (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), na nova edição do Panorama de Resíduos Sólidos no Brasil, principal radiografia sobre a gestão de resíduos no País, que está sendo lançado hoje (04/10), na semana de comemoração de 40 anos da entidade.

O total de RSU gerado no País aumentou 1,7%, de 78,6 milhões de toneladas para 79,9 milhões de toneladas, de 2014 a 2015, período em que a população brasileira cresceu 0,8% e a atividade econômica (PIB) retraiu 3,8%.

A geração de resíduos sólidos no Brasil cresceu mais de 26% na última década (2005-2015), porém a gestão dos materiais descartados continua apresentando grande deficiência, e 76,5 milhões de brasileiros (mais de 1/3 da população) ainda sofrem com a destinação inadequada dos resíduos, em um país onde 30 milhões de toneladas foram depositadas em lixões ou aterros controlados, que do ponto de vista técnico apresentam os mesmos problemas dos lixões, já que não contemplam o conjunto de medidas necessárias para proteção do meio ambiente contra danos e degradações.

“O desafio da gestão de resíduos sólidos urbanos continua bastante considerável, uma vez que apesar de uma melhora percentual, a cada ano um volume maior de resíduos é depositado em locais inadequados, sendo que mais de 3.300 municípios ainda fazem uso de unidades irregulares para destinação do lixo, o que significa graves riscos ao meio ambiente e impactos diretos na saúde da população”, destaca o diretor-presidente da ABRELPE, Carlos Silva Filho, ao lembrar que esse cenário contraria as determinações da PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos – Lei Federal 12.305/2010) e de outras Leis Ambientais.

Os serviços de coleta mantiveram praticamente os mesmos índices de universalização observados anteriormente, com uma cobertura nacional de mais de 90%. As diferenças regionais, contudo, tornaram-se mais evidentes, já que as regiões Norte e Nordeste ainda estão com uma cobertura cerca de 80%, inferior à das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, onde o índice é superior a 90%.

O estudo da ABRELPE também mostrou que, em 2015, cada brasileiro gerou cerca de 391 kg de RSU, o que representa um volume similar e, em alguns casos, até maior do que aquele constatado em países mais desenvolvidos e com renda (PIB per capita) mais alta do que o Brasil.

De acordo com a entidade, a gestão adequada de resíduos sólidos é de vital importância para garantia de um futuro saudável e com alguma qualidade de vida, tendo sido incluída como uma das metas da nova agenda global dos 193 Estados-membros da ONU, que estabeleceram, por unanimidade, o compromisso de reduzir substancialmente, até 2030, a geração de resíduos por meio da prevenção, redução, reciclagem e reuso.

“No momento em que o mundo firma um pacto global em favor do meio ambiente, em que se discutem as bases da economia circular e se estabelecem as metas para um futuro sustentável, a gestão dos resíduos assume um caráter ainda mais prioritário para as sociedades”, afirma Silva Filho. “No entanto, o Brasil continua bastante atrasado no atendimento às determinações da PNRS, aprovada em 2010. No ritmo atual, o País não conseguirá cumprir o compromisso assumido perante a ONU, para implementar as ações definidas como prioridade até 2030”, observa o diretor- presidente da ABRELPE.

COLETA SELETIVA
Segundo o Panorama elaborado pela ABRELPE, houve aumento paulatino das iniciativas municipais de coleta seletiva, conforme determinado pela PNRS, em todas as regiões do País. Em 2015, cerca de 70% dos municípios registraram tais atividades, que são cada vez mais demandadas pela sociedade. Em 2014, 64,8% dos municípios brasileiros apresentaram alguma iniciativa de coleta seletiva.

O aumento das iniciativas em municípios das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste foi bastante considerável, enquanto nas regiões Sul e Sudeste mais de 85% dos municípios implementaram ações nesse sentido, um índice superior à média nacional.

Apesar desse aumento na abrangência das iniciativas de coleta seletiva, os índices de reciclagem no Brasil não apresentaram o mesmo avanço e, em alguns setores, houve até mesmo redução do total efetivamente reciclado, em comparação aos índices registrados anteriormente.

“O incremento da reciclagem é uma meta buscada não apenas no Brasil, mas também em várias partes do mundo, que já contam com medidas concretas de estímulo e desoneração para viabilizar os avanços pretendidos. Ações nesse sentido ainda são incipientes por aqui, e toda a cadeia da reciclagem sofre com a ausência de um sistema de gerenciamento integrado para superação dos gargalos existentes”, afirma o diretor-presidente da ABRELPE

ASPECTOS ECONÔMICOS DA GESTÃO DE RESÍDUOS
Para executar os serviços de limpeza urbana, incluindo coleta, transporte, destino final, varrição de ruas, manutenção de parques e demais serviços correlatos em âmbito municipal as prefeituras investiram, em média, recursos da ordem de R$ 10,15 por habitante / mês, e tiveram à disposição um contingente de 353.426 funcionários diretos, número que se manteve estável em comparação a 2014. Vale registrar, porém, que houve redução de 1,5% na quantidade de empregos gerados por empresas privadas.

RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO E SAÚDE
Além dos RSU, os municípios brasileiros, em geral, também assumiram a responsabilidade pelos resíduos de construção e demolição (RCD) abandonados em vias e logradouros públicos, e pelos resíduos de serviços de saúde (RSS) gerados nas unidades públicas de atendimento à saúde.

Considerando os RSU, os RCD (Resíduos de Construção e Demolição) abandonados em vias públicas e os RSS (Resíduos de Serviços de Saúde) gerados em unidades públicas de Saúde, os municípios brasileiros ficaram responsáveis por um total de 125 milhões de toneladas de resíduos em 2015, quantidade suficiente para encher 1.450 estádios do Maracanã.

“As obrigações municipais para com a gestão de resíduos sólidos aumentam a cada ano, seja em termos de volume a gerenciar, seja em termos de obrigações a cumprir. Por outro lado, os orçamentos municipais têm seguido em sentido contrário, sofrendo com reduções periódicas. Esse cenário mostra claramente que serviços essenciais como a limpeza urbana não podem mais ficar vinculados ao orçamento geral das cidades, e devem ser custeados individualmente pelos geradores, o que garante a sustentabilidade financeira dos serviços e mais justiça social, com aplicação efetiva do princípio do poluidor-pagador”, finaliza o diretor-presidente da ABRELPE.

(Redação – Agência IN)

(Fonte: http://www.bwexpo.com.br/single-post/2016/10/17/Brasileiros-geram-mais-res%C3%ADduos-apesar-da-crise)

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Smartphones podem se tornar problema ambiental

Um iPhone incrustado com diamantes pode custar milhões de dólares. Mas se isso está bem além de seu poder aquisitivo, não fique aborrecido. Afinal, todo smartphone contém metais preciosos –entre eles ouro, prata e platina.
E isso é mais do que um detalhe interessante sobre um aparelho que nunca deixamos de lado: metais preciosos estão mais em alta do que nunca diante do prospecto de que um dia eles ficarão caros demais para serem extraídos.
Ou seja, seu smartphone está ganhando um valor inesperado.
O QUE EXATAMENTE HÁ NELES?
Os celulares modernos são pequenos depósitos de metais preciosos.
Um iPhone, por exemplo, pode conter 0,034g de ouro, 0,34 de prata, 0.015 de paládio e menos de um miligrama de platina. E também contém metais mais mundanos, mas também significativos, como o alumínio (25g) e cobre (15g).
E isso é apenas o começo: os smartphones contêm ainda uma série de elementos conhecidos como terras-raras (abundantes na crosta terrestre, mas de extração extremamente difícil e cara), como lantânio, térbio, neodímio, gadolínio e praseodímio.
Isso sem falar no plástico, vidro, a bateria… É uma longa lista de ingredientes.
Todos esses elementos estão presentes em quantidades relativamente pequenas. Só que mais de dois bilhões de pessoas têm smartphones hoje, e o número está projetado para aumentar.
E a concentração de alguns elementos, como o ouro e a prata, são bem mais altas que na mesma quantidade de minério. Uma tonelada de iPhones pode render 300 vezes mais ouro e 6,5 vezes mais prata que uma tonelada de minério desses materiais, respectivamente.
Um milhão de iPhones contêm quase 16 toneladas de cobre, 350kg de prata, 34kg de ouro e 15kg de paládio.
RISCOS À SAÚDE
Mas há um problema: o fato desses dois bilhões de usuários de smartphones fazerem upgrades a cada 11 meses, em média. Isso significa que seus aparelhos antigos são largados em alguma gaveta ou jogados fora. Apenas cerca de 10% são reciclados e têm seus componentes reutilizados.
Trata-se, literalmente, de uma mina de ouro em armários, caixas e lixões. Em uma era de discussões sobre "picos" no uso de uma série de recursos naturais, faz senso em termos econômicos e ambientais evitar o desperdício desses materiais.
O desafio é como recuperá-los de maneira segura e economicamente viável.
Uma proporção significativa de lixo eletrônico é exportada para a China, onde mão de obra barata, incluindo crianças, é supostamente utilizada para desmontar os telefones e "garimpar" os metais preciosos usando componentes químicos perigosos.
Guiyu, uma cidade no sudeste do país, gaba-se –ainda que surpreendentemente– de ter o maior depósito de lixo eletrônico do mundo.
Esse motivo de orgulho; está causando problemas de saúde na população e poluindo solo, rios e o ar com elementos tóxicos como mercúrio, arsênico, cromo e chumbo.
Mesmo o chamado e-lixo reciclado apresenta desafios: na Austrália, por exemplo, o processo ainda envolve fundições, que custam caro e não são benéficas em termos ambientais.
O ideal é que parássemos de trocar de telefone mais rápido do que nossas roupas íntimas. Mas já que isso não parece muito viável do ponto de vista comercial, então é melhor encontrarmos outra solução.
A cientista Veena Sahajwalla, da Universidade de New South Wales (Austrália), prega uma abordagem de pequena escala: vê um futuro em que microfábricas operem em comunidades para extrair o material de forma segura antes de incinerar os telefones.
O processo seria bem automatizado, minimizando a necessidade de contato humano com os materiais mais perigosos dentro dos telefones: o aparelho é aberto usando correntes de alta-voltagem antes de um braço-robô buscar as placas de circuitos e colocá-las em uma fornalha que usa altas temperaturas para separar o material valioso dos tóxicos.
As microfábricas têm o tamanho de um contêiner de navegação, o que pode dar início uma indústria de fundo de quintal para quem busca ouro em montanhas de lixo eletrônico.
(Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2016/12/1843734-metais-valiosos-dos-smartphones-podem-se-tornar-problema-ambiental.shtml)
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Empresa ‘recicla’ roupas com defeito para colocá-las à venda

Peças de roupas imperfeitas, que foram danificadas na linha de produção ou foram devolvidas pelos consumidores vão ganhar uma nova chance nas prateleiras – e mais baratas. O objetivo da empresa americana The Renewal Workshop é reaproveitar o material para ganhar dinheiro enquanto evita que os itens acabem no lixo. As peças que são enviadas pelas empresas parceiras, de graça, passam por um processo de limpeza e conserto para serem vendidas por um preço de 30% a 50% menor que o original.

O sistema é semelhante a uma linha de produção fabril e pode consertar defeitos como zíper quebrado, pequenos furos e botões faltantes. Até o momento, são cinco fabricantes parceiras. A roupa recebe então uma etiqueta extra da The Renewal Workshop junto à da marca original, que recebe uma porcentagem das vendas. O objetivo é aproveitar 100% do material recebido. Se um item não puder ser consertado, poderá ser despedaçado para virar enchimento ou ser transformados em outras peças.

O projeto já arrecadou 54.231 dólares (175.000 reais) no site de crowdfunding IndieGoGo, mas já recebeu um aporte de mais de 1 milhão de dólares (3,23 milhões de reais) dos fundos de capital de risco americanos VTF Capital e Closed Loop Ventures. A empresa planeja começar as vendas das peças em seu site a partir de outubro. E há planos de vender as roupas recicladas em lojas físicas, como supermercados, no ano que vem.

Cerca de 13 milhões de toneladas de itens têxteis foram jogados em aterros nos Estados Unidos em 2013, o dado mais recente, segundo a Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) americana.

(Fonte: http://veja.abril.com.br/economia/empresa-recicla-roupas-com-defeito-para-coloca-las-a-venda/)

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As tendências mundiais da transição para as energias renováveis

Com a recente entrada em vigor do Acordo de Paris, documento que sela um compromisso global de combate às mudanças climáticas,  deveremos testemunhar uma expansão sem precedentes de fontes de energias mais limpas e sustentáveis nas próximas décadas.

Um estudo do Instituto de Economia e Análise Financeira de Energia (IEEFA) mostra que a transição para as energias renováveis está acelerando, e a um ritmo mais rápido que o previsto. Quem ficar para trás enfrentará riscos financeiros cada vez maiores.

As transformações ocorridas no setor ao longo deste ano dão o tom do que se pode esperar, conforme o estudo 2016: Year in Review – Three Trends Highlighting the Accelerating Global Energy Market Transformation, que identifica as tendências em energia que marcaram o ano.

Com base em projeções recentes, o estudo afirma que o Brasil tem potencial para 880 GW de geração a partir de energia eólica. O país se beneficia dos recursos eólicos ao longo de seu extenso litoral, o que o coloca em quarto lugar mundial em termos de potencial para expandir a geração por essa fonte, atrás de Estados Unidos, China e Alemanha.

O relatório assinala ainda que “os enormes e subdesenvolvidos recursos solares do país” também têm potencial para dar um grande impulso às energias renováveis por aqui, especialmente com a realização do 2º Leilão de Energia de Reserva, que acontece em dezembro.

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética, até agosto foram cadastrados 1.260 projetos no leilão, sendo 419 deles de fonte solar fotovoltaica e  841 de projetos eólicos. O início de suprimento dos contratos das duas fontes será em 1º de julho de 2019, com prazo de vinte anos.

Veja abaixo algumas tendências em renováveis que marcaram 2016, conforme a pesquisa.

A transição global para as energias renováveis está se acelerando 

Em 2016, mais países tiveram períodos nos quais 100% do consumo de eletricidade foi atendido pelas energias renováveis. O Reino Unido, berço da Revolução Industrial a carvão, por exemplo, registrou uma maior geração de eletricidade por painéis solares do que por carvão nos seis meses entre abril e setembro deste ano.

A Escócia foi ainda mais longe. Em 7 de agosto, seus ventos produziram eletricidade suficiente para alimentar todo o país. Portugal, por sua vez, foi inteiramento suprido por energia solar, eólica e hidroelétrica durante quatro dias no mês de maio.

Poucos dias depois, um evento semelhante na Alemanha levou os preços da eletricidade a cifras negativas em 15 de maio, com a energia limpa suprindo toda a necessidade energética do país.

Além desses avanços, o relatório destacou o imenso potencial do continente africano na revolução energética. Segundo o estudo, a África tem tudo para se tornar o primeiro continente onde a energia renovável será o principal motor do desenvolvimento.

Em grande medida, a expansão da energia solar tem passado ao largo da região, lar da maioria das nações menos desenvolvidas do mundo – mais de metade das 1,3 bilhão de pessoas sem acesso à eletricidade vivem lá. Isto apesar dos países africanos terem de 52% a 117% mais radiação solar que a líder dessa fonte de energia entre os países desenvolvidos, a Alemanha.

Mas isso deve mudar, segundo o relatório, com as melhorias tecnológicas, as reduções de custos e o crescente interesse em micro-redes. Pelas previsões da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), a África poderia ter 70GW de geração solar em vigor até 2030.

O ritmo da mudança é muito mais rápido do que o previsto

O relatório também aponta importantes mudanças em níveis institucionais que ajudam a gerar vantagens significativas para o desenvolvimento de novas fontes limpas.

O rápido crescimento do mercado dos chamados títulos verdes (ou green bonds) — títulos de dívida emitidos por empresas e instituições  financeiras para viabilizar projetos com impacto ambiental positivo — é uma indicação de que o capital privado está saindo dos combustíveis fósseis para a energia renovável.

Ser um líder em energias limpas agora pode ser aplicado como um modelo de negócio sustentável que proporciona retornos superiores aos acionistas. Tesla, BYD, Nextera Energia, Softbank, ENEL, China Longyuan e Brookfield Renewable Partners todos demonstram isso.

Ainda segundo a pesquisa, o consumo de petróleo poderá atingir o pico em 2030, com o crescimento exponencial e continuado dos veículos elétricos, eficiência energética e energia renovável.

Quem fica para trás enfrenta crescentes riscos financeiros

Ao contribuir para reduzir as taxas de utilização, as energias renováveis continuarão a comprometer a viabilidade da produção a carvão.  De acordo com o estudo, o consumo mundial de carvão está em declínio, tendo atingido um pico em 2013 e declinado em 2016 pelo terceiro ano consecutivo. Um crescimento da demanda abaixo do esperado, em conjunto com o aumento da oferta de gás natural, deverá golpear ainda mais forte esse mercado.

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Cientistas produzem petróleo a partir do esgoto

A tecnologia, chamada de liquefação hidrotérmica (HTL, na sigla em inglês), imita as condições geológicas que a Terra utiliza para criar petróleo bruto, usando altíssimas temperaturas e muita pressão. O processo consegue em minutos algo que a natureza leva milhões de anos para fazer.

Segundo os pesquisadores do Pacific Northwest National Laboratory (PNNL), associado ao Departamento de Energia dos EUA, o material resultante é semelhante ao petróleo bombeado do solo, com uma pequena quantidade de água e oxigênio misturado.

Esse óleo biocru, ou biopetróleo, pode ser então refinado para resultar em etanol, gasolina ou diesel. Além de produzir combustível útil, o processo poderia dar aos governos locais significativas economias de custos ao eliminar virtualmente a necessidade de tratamento, transporte e descarte de resíduos de esgoto.

“Há uma abundância de carbono em lodo de águas residuais municipais”, disse Corinne Drennan, responsável pela pesquisa de tecnologias de bioenergia no PNNL.

Potencial

As estações de tratamento de águas residuais nos EUA tratam aproximadamente 34 bilhões de litros de esgoto todos os dias. Esse montante poderia produzir o equivalente a cerca de 30 milhões de barris de petróleo por ano, de acordo com a pesquisa.

Uma avaliação independente feita pela Water Environment & Reuse Foundation (WE&RF) considera a tecnologia altamente disruptiva, por seu potencial para tratar sólidos de águas residuais.

Os pesquisadores da WE&RF observaram que o processo tem alta eficiência de conversão de carbono, com quase 60% do carbono disponível no lodo primário tornando-se biopetróleo.

A tecnologia foi licenciada para a empresa Genifuel Corporation, que agora trabalha com a empresa Metro Vancouver, em parceria com autoridades da terceira maior cidade do Canadá, a Colúmbia Britânica, para construir uma planta piloto, a um custo estimado de US$8 a US$ 9 milhões de dólares canadenses.

(Fonte: http://exame.abril.com.br/tecnologia/cientistas-produzem-petroleo-a-partir-do-esgoto/)

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Canadá deixará de utilizar carvão para eletricidade em 2030

Ao anunciar a medida, a ministra do Meio Ambiente do Canadá, Catherine McKenna, afirmou em entrevista coletiva que “a eliminação de carvão tradicional da mistura energética e sua substituição com tecnologias mais limpas, reduzirá de forma significativa” as emissões canadenses.

Catherine disse que a medida permitirá a redução das emissões em mais de 5 megatoneladas, o que equivale à eliminação de 1,3 milhão de automóveis.

Ao todo, 11% da energia elétrica gerada atualmente no Canadá é produzida por usinas de carvão, que são responsáveis por mais de 70% das emissões de gases causadores do efeito estufa do setor de geração de eletricidade e de 8% do total das emissões do país.

O setor elétrico afirma que 83% da energia gerada no país não emite esses nocivos gases.

O governo canadense anunciou que a eliminação das usinas de carvão será apoiada com verba do Canadian Infrastructure Bank, recém-criado pelo governo em Ottawa, mas o plano foi rejeitado hoje por uma das quatro províncias do país que ainda utilizam o carvão como base.

O primeiro-ministro da província de Saskatchewan, o conservador Brad Wall, disse que irá se opor a qualquer “tentativa de implantar um imposto ao carvão” na província.

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Apple cria robô para desmontar iPhones e ajudar na reciclagem de peças

A Apple revelou nesta segunda-feira, antes do anúncio do iPhone SE e da versão compacta do iPad Pro, um robô, chamado Liam, criado para desmontar iPhones fora de uso (danificados ou descartados pelos consumidores), com o intuito de reciclar e reutilizar alguns materiais internos importantes, feitos de alumínio, cobre, estanho, tungstênio, cobalto e até ouro e prata, de acordo com a Apple. A máquina consegue desmanchar o smartphone da companhia em apenas 11 segundos, separando cada peça do produto. O robô da empresa demorou quase três anos para ficar pronto.

O sistema tem 29 braços robóticos instalados como uma máquina industrial – bem parecida com as tecnologias de linhas de montagem. Cada um desses braços trabalha com uma peça diferente, podendo guardar os materiais retirados de forma organizada. Por enquanto, o robô funciona apenas na sede da Apple, em Cupertino, na Califórnia. Mas a empresa afirma que um segundo robô está sendo instalado em outra sede da Apple na Europa.

A vice-presidente de meio ambiente, políticas e iniciativas sociais da Apple, Lisa Jackson, disse que o sistema robótico deve impulsionar o setor a reciclar mais e que haverá uma necessidade de investimento neste tipo de tecnologia. “Precisamos de mais pesquisa e desenvolvimento se quisermos concretizar a ideia de uma economia circular dos eletrônicos”, disse. A Apple estima desmontar e reciclar cerca de 1,2 milhão de iPhones até o fim deste ano.

(fonte: http://veja.abril.com.br/tecnologia/apple-cria-robo-para-desmontar-iphones-e-ajudar-na-reciclagem-de-pecas/)