Chilenos criam sacos plásticos solúveis em água que não poluem

O engenheiro chileno Roberto Astete dissolve um saco de material biodegradável em água durante coletiva de imprensa em Santiago em 24 de julho de 2018

Com uma mudança sutil na fórmula do plástico, que permite substituir o petróleo pela pedra calcária, um grupo de empreendedores chilenos conseguiu fabricar sacos plásticos e de tecido reutilizáveis solúveis em água e que não contaminam.

Roberto Astete e Cristian Olivares, os dois artífices deste produto, começam a fazer experimentos para fabricar um detergente biodegradável, mas acabaram encontrando a fórmula química à base de PVA (álcool polivinílico, solúvel em água) e que substitui os derivados do petróleo, responsáveis pela alta durabilidade dos plásticos que se integrou à cadeia alimentar de animais marinhos e responsáveis pela deterioração do meio ambiente.

“Nosso produto deriva de uma pedra calcária que não causa danos ao meio ambiente”, assegurou Astete, diretor-geral da empresa SoluBag, que espera comercializar seus produtos a partir de outubro no Chile, um dos primeiros países da América Latina a proibir o uso de sacos plásticos convencionais em estabelecimentos comerciais.

“É como fazer pão”, acrescenta. “Para fazer pão é preciso farinha e outros ingredientes. Nossa farinha é de álcool de polivinil e outros componentes, aprovados pela FDA (agência americana reguladora de alimentos, medicamentos, cosméticos, aparelhos médicos, produtos biológicos e derivados sanguíneos), que nos permitiu ter uma matéria-prima para fazer diferentes produtos”.

Diante de jornalistas, os dois demonstraram a solubilidade imediata de suas sacolas plásticas em água fria ou de bolsas de tecido reutilizáveis em água quente.

“O que fica na água é carbono”, assegura Astete, o que os exames médicos realizados demonstraram que “não tem nenhum efeito no corpo humano”.

Para demonstrar que a água turva resultante da dissolução é “inócua” e potável, eles bebem alguns copos.

– Reciclagem doméstica –

“A grande diferença entre o plástico tradicional e o nosso é que aquele vai estar entre 150 e até 500 anos no meio ambiente e o nosso demora apenas cinco minutos. A gente decide quando o destrói”, afirma Astete, antes de acrescentar que “hoje em dia a máquina recicladora pode ser a panela de casa ou a máquina de lavar”.

A fórmula encontrada permite “fazer qualquer material plástico”, razão pela qual já estão trabalhando na produção de materiais como talheres, pratos e embalagens.

Os tecidos solúveis na mesma água quente que serve, por exemplo, para preparar um chá ou um café, podem ser usados para produzir sacolas de compras reutilizáveis e produtos hospitalares como os protetores de macas, batas e gorros do pessoal médico e de pacientes que costumam ter um único uso, explica Olivares.

AFP / CLAUDIO REYESOs engenheiros chilenos Roberto Astete e Cristian Olivares mostram duas bolsas, uma de plástico e outra de material biodegradável em água inventada por eles durante uma coletiva de imprensa em Santiago em 24 de julho de 2018

E quando chove, como as compras chegam em casa? Os fabricantes podem programar a temperatura à qual tanto os sacos plásticos como os de lixo se dissolvem no contato com a água.

Outra vantagem das sacos é que são antiasfixia, uma causa importante de mortalidade infantil, pois se dissolve em contato com a língua ou as lágrimas.

Com a produção maciça, que pode ser feita nas mesmas empresas que fabricam os plásticos convencionais – basta apenas alterar a fórmula -, o preço de seus produtos pode ser similar ao dos atuais, garantem.

Em um mundo onde em 2014 foram fabricadas 311 milhões de toneladas de plástico e se nada mudar, em 2050, serão produzidas 1,124 bilhão de toneladas, Astete e Olivares esperam dar ao cliente o “empoderamento de ajudar a descontaminar o meio ambiente” porque “a grande vantagem é que o usuário decide quando destruí-la”, assegura.

A iniciativa ganhou o prêmio SingularityU Chile Summit 2018 como empreendimento catalizador de mudança, o que rendeu aos inventores um estágio no Vale do Silício a partir de setembro.

Fonte: AFP

Toneladas de lixo são retiradas de praias na República Dominicana

Toneladas de lixo estão sendo retiradas das praias de Santo Domingo, na República Dominicana desde o início de julho. O acúmulo acontece depois que a tempestade subtropical Beryl passou pela região levando o lixo para a costa das praias locais, como a de Montesino.

A ONG Parley, que trabalha com preservação dos oceanos, filmou as “ondas de lixo” no local e classificou a situação como emergencial. Em comunicado, declarou já ter retirado um total de 30 toneladas de plástico em Santo Domingo. Segundo a ONG, garrafas plásticas e caixas de isopor foram encontradas em meio ao lixo.

“A Parley está atualmente no local trabalhando com a marinha, o exército, os funcionários públicos e o governo municipal. Mais de 500 trabalhadores públicos foram mobilizados para a operação e, após três dias de trabalho, as equipes coletaram 30 toneladas de plástico”, diz o comunicado.

O comunicado diz ainda que, até agora, seis toneladas de plástico foram recuperadas para serem transformadas em um material usado para criar novos produtos.

As “ondas de lixo plástico” na praia de Montesinos vêm do rio Ozama, que deságua no Caribe, disse um dos responsáveis ​​pela limpeza, o general Rafael Antonio Carrasco, à Reuters.

Segundo o jornal “The New York Times”, as imagens chocantes não são uma surpresa para as pessoas que moram na República Dominicana. “Acontece praticamente o tempo todo se houver uma chuva forte ou uma tempestade”, disse Cyrill Gutsch, fundador da Parley for the Oceans, em uma entrevista por telefone.

O fenômeno não se limita à República Dominicana, disse ele, e pode ser visto em muitos países em desenvolvimento com litoral.“Todo mundo usa os rios e as praias como locais de despejo”- Cyrill Gutsch, fundador da Parley for the Oceans.

Lixo veio de rio

Até o último dia 12 de julho, todo esse lixo estava pressionando contra a ponte flutuante sobre o rio Ozama, que percorre 148 quilômetros da ilha antes de se esvaziar no Atlântico.

A enorme massa de lixo se acumulou nesse ponto por causa das fortes chuvas da tempestade Beryl, que afetou o território dominicano.

As autoridades que controlam a ponte decidiram abri-la e o lixo acabou nas praias de Fuerte San Gil, Montesinos e Guibia, na costa sul de Santo Domingo.

Segundo a BBC, Domingo Contreras, diretor geral de Programas Especiais da Presidência da República (Digepep) declarou que as autoridades abriram a ponte para evitar que ela fosse danificada.

“Não é apenas sobre plásticos, é sobre troncos e material que o rio arrasta no meio de uma tempestade, a ponte tem uma capacidade de carga, se essa capacidade for ultrapassada, perdemos a ponte”, disse Contreras.

Em entrevista a BBC, a representante da Parley, declarou que o problema está na falta de acesso das comunidades à condições melhores de despejo de lixo e higiene.

“Todos os bairros que vivem rio acima são pessoas muito pobres, muito vulneráveis, que jogam seu lixo atrás de casa, isto é, o rio “, explicou Carmen Chamorro à BBC Mundo.

Estudantes franceses propõem canudos de amido de milho como alternativa ao plástico

Canudos ecológicos são completamente biodegradáveis e somem do meio-ambiente em um prazo entre 6 e 9 meses.

Meio Ambiente aprova política de incentivo à reciclagem

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou projeto que cria a política de incentivo às atividades voltadas à reciclagem (PL 7535/17). O projeto, do deputado Carlos Gomes (PRB-RS), se baseia em três eixos: incentivos a projetos de reciclagem, a criação de um fundo para apoio e a emissão de títulos que financiem projetos de reciclagem.

O relator no colegiado, deputado Daniel Coelho (PPS-PE), apresentou parecer favorável ao texto, com três emendas. No projeto original, é proposto o Fundo de Apoio para Ações Voltadas à Reciclagem (Favorecicle) para captar e destinar recursos a projetos de reciclagem. Na alteração proposta pelo relator, ele define o Favorecicle como sendo de natureza contábil, para assegurar e destinar recursos exclusivamente a projetos de reciclagem e reuso de resíduos sólidos.

Daniel Coelho também prevê que os recursos do Favorecicle serão oriundos de doações, de renúncia fiscal, de convênios e de rendimentos das aplicações de fundo de investimento específico. No texto original, o fundo é composto apenas de recursos do Tesouro Nacional e de doações.

Diretrizes
Uma terceira emenda proposta por Coelho amplia a competência da Comissão Nacional de Incentivo à Reciclagem para que o colegiado também estabeleça diretrizes das políticas de incentivo à reciclagem.

O texto proposto também aumenta número de órgãos constituintes da comissão e prevê a participação do Ministério das Cidades, do Poder Legislativo e de representantes da academia. No projeto original a comissão deve acompanhar e avaliar os incentivos dados. E também prevê a participação dos ministérios do Meio Ambiente; do Trabalho e Emprego; da Indústria e Comércio; da Fazenda; e dois representantes do empresariado brasileiro; e dois representantes da sociedade civil.

Daniel Coelho explica que a reciclagem de resíduos sólidos constitui atividade ainda incipiente em nosso país, apesar do quantitativo cada vez maior de resíduos gerados pela atual sociedade de consumo.

“A pequena expressão da indústria da reciclagem reflete-se na inexistência de economia de escala, o que provoca elevação de custos e dificulta o crescimento do setor, num ciclo vicioso que é preciso interromper. Ora, é justamente para esse tipo de intervenção que se recomenda a atuação do Estado, em seu papel de indutor do desenvolvimento e incentivador de atividades econômicas de relevante interesse econômico e socioambiental”, explica o parlamentar.

Tramitação
O projeto, que tramita conclusivamente, ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira

Crivella regulamenta lei que obriga bares e restaurantes a oferecerem canudos de material reciclável ou biodegradável no Rio

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, regulamentou a lei que obriga os bares e restaurantes da cidade a oferecer canudos de material biodegradável ou reciclável. A lei havia sido sancionada no dia 5 de julho, mas foi regulamentada na edição desta quarta-feira (18) do Diário Oficial.

Os canudos devem ser oferecidos em papel biodegradável ou reciclável em embalagens individuais e hermeticamente fechadas. O invólucro também deve ser feito com os mesmos materiais.

Estes canudos devem ser feitos sem o uso de matérias-primas que possuam em sua composição elementos contaminantes, sejam químicos ou biológicos. Além disso, também, devem ser protegidos contra contaminação também durante o processo de fabricação.

Caberá à Subsecretaria de Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses (Subvisa) a fiscalização quanto ao cumprimento das normas e também fazer coletas periódicas de amostras, que serão levadas ao Laboratório Municipal de Saúde Pública para análise.

Ainda de acordo com a lei, os resíduos sólidos produzidos por estes estabelecimentos devem ser separados para reciclagem.

Quem descumprir a medida está sujeito à multa de R$ 3 mil. Em caso de reincidência, as multas serão de R$ 6 mil.

A Prefeitura ainda não definiu o prazo que a lei entrará em vigor.

Comissão da Câmara conclui votação de projeto sobre uso de agrotóxicos

Deputados rejeitam destaques e proposta segue para votação em plenário.

Após sete horas de discussão, a comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o Projeto de Lei 6.299/02, que trata do registro, fiscalização e controle dos agrotóxicos no país, aprovou nesta segunda-feira (25) o parecer do relator, deputado Luiz Nishimori (PR-PR). Nenhum destaque foi aprovado e prevaleceu o texto de Nishimori. O projeto ainda tem que ser apreciado pelo plenário da Câmara.

Em mais uma sessão tumultuada, parlamentares ambientalistas e ruralistas divergiram na apreciação da proposta. Sem sucesso, deputados do PCdoB, PSOL, PSB e PT tentaram adiar novamente a votação do relatório. Na semana passada, a sessão foi interrompida por uma suspeita de bomba na comissão. A ação foi assumida pela organização não governamental Greenpeace.

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) afirmou que, caso a matéria seja aprovada pelo plenário, o partido ingressará com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF). “Se chegar ao plenário, a sociedade brasileira vai repudiar esse projeto. Se ele passar, haverá uma ação direta de inconstitucionalidade. Vamos ao Supremo derrubar esse veneno”, disse.

Proposta

Chamado de “PL do Agrotóxico” por deputados da oposição e ativistas, o projeto prevê, por exemplo, a alteração do nome “agrotóxicos” para “pesticidas”, o que deve facilitar o registro de produtos cuja fórmula, em alguns casos, utiliza substâncias consideradas cancerígenas pelos órgãos reguladores. Antes, a proposta era alterar a nomenclatura para “produto fitossanitário”.

As definições sobre as competências do Ministério da Agricultura, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na análise dos produtos também foram alteradas pela proposta de Nishimori. A nova redação diz que os órgãos passam a “analisar e, quando couber, homologar, os pareceres técnicos apresentados nos pleitos de registro”. Dessa forma, o PL estabelece que pesticidas possam ser liberados pelo Ministério da Agricultura mesmo que Ibama e Anvisa não tenham concluído suas análises.

Entre as polêmicas do texto está a criação da Taxa de Avaliação de Registro, cujo valor arrecadado será destinado ao Fundo Federal Agropecuário. Outro ponto controverso é que o Ibama e a Anvisa continuam responsáveis pelas análises toxicológicas e ecotoxicológicas dos produtos, mas terão a nova atribuição de apresentar uma análise de risco.

Ao apresentar o parecer, o deputado Luiz Nishimori afirmou que “não quer colocar veneno no prato” das pessoas e que o projeto prevê a atuação da Anvisa na proibição do registro de produtos que apresentam risco “inaceitável” à saúde e ao meio ambiente.

“Nosso projeto quer colaborar com comida mais sadia e segura para nossa sociedade. Ninguém vai colocar novas substâncias, novos produtos no mercado. A Anvisa é muito competente, muito rígida e vai ter as mesmas funções de hoje”, defendeu o relator.

Críticas

Em nota técnica, o Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão do Ministério da Saúde que tem como missão apoiar o órgão no desenvolvimento de ações integradas para prevenção e controle do câncer, defendeu que o Marco Legal dos Agrotóxicos (Lei 7.802/1989) não seja alterado e flexibilizado.

“Tal modificação colocará em risco as populações – sejam elas de trabalhadores da agricultura, residentes em áreas rurais ou consumidores de água ou alimentos contaminados, pois acarretará na possível liberação de agrotóxicos responsáveis por causar doenças crônicas extremamente graves e que revelem características mutagênicas e carcinogênicas”, diz o documento.

A Anvisa também condenou a proposta, por acreditar que o projeto não atende à população, que deveria ser o foco da norma. “O PL não contribui com a melhoria, disponibilidade de alimentos mais seguros ou novas tecnologias para o agricultor, e nem mesmo com o fortalecimento do sistema regulatório de agrotóxicos”, diz a agência.

Recipientes para resíduos de serviços de saúde perfurantes ou cortantes

A ABNT publicou a norma ABNT NBR 13853-1:2018 – Recipientes para resíduos de serviços de saúde perfurantes ou cortantes – Requisitos e métodos de ensaio – Parte 1: Recipientes descartáveis, elaborada pela Comissão de Estudo Especial de Resíduos de Serviços de Saúde (ABNT/CEE-129).

Esta Norma estabelece os requisitos para os recipientes descartáveis destinados ao acondicionamento de resíduos de serviços de saúde perfurantes ou cortantes, classificados conforme a ABNT NBR 12808, para sua coleta e encaminhamento a tratamento.

Para mais detalhes sobre a publicação contate a SIR Company

Comissão discute substâncias perigosas

Objetivo é criar legislação que garanta gerenciamento e uso adequados de forma a evitar riscos à saúde humana e ao meio ambiente

Brasília (25/06/2018) – Coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Comissão Nacional de Segurança Química (Conasq) reuniu-se nesta segunda-feira, em Brasília, para discutir o anteprojeto de lei que visa regular o gerenciamento de substâncias químicas no país, principalmente as perigosas que podem pôr em risco a saúde humana e o meio ambiente.

O objetivo é criar uma legislação que regulamente as atividades de avaliação e controle dos riscos dessas substâncias químicas, com a definição de competências e arranjos institucionais, formulação de políticas e programas nacionais para o gerenciamento adequado.

Atualmente, o Brasil possui uma série de instrumentos regulatórios para disciplinar aplicações e usos específicos de algumas substâncias químicas, como mercúrio metálico, agrotóxicos, saneantes, aditivos alimentares, cosméticos e outros, mas não dispõe de uma legislação ampla que abranja todo o setor, principalmente as substâncias perigosas.

“A lei vem, exatamente, para preencher essa lacuna. Apesar de existir alguns regulamentos específicos, várias substâncias, particularmente as utilizadas em processos industriais, não têm o uso normatizado”, explicou a coordenadora-geral de Qualidade Ambiental e Gestão de Resíduos do MMA, Letícia Carvalho.

O anteprojeto de lei, que já passou por consulta pública e recebeu várias contribuições da sociedade, prevê a criação do Cadastro Nacional de Substâncias Químicas, que deverá ser implementado e mantido pelo Ministério do Meio Ambiente com o objetivo de formar o Inventário Nacional de Substâncias Químicas.

O inventário trará dados sobre as substâncias produzidas e importadas pelo Brasil, com identificação do fabricante ou importador, quantidade produzida ou importada por ano e usos recomendados e classificação de perigo para o meio ambiente e saúde humana, conforme o Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (GHS) e a norma brasileira vigente.

O anteprojeto prevê ainda a criação de dois comitês – um técnico e outro deliberativo – que terão, respectivamente, a função de fazer a análise técnica dos riscos, especialmente das substâncias perigosas, e decidir a forma mais adequada de gestão.

Durante o período de consulta pública, que ocorreu em 2016, o anteprojeto de lei recebeu 801 sugestões enviadas por 236 participantes (formulários preenchidos). Desde então a Conasq está avaliando as contribuições para melhorar o texto. Com a de hoje, já são 10 reuniões extraordinárias.

Além dos gestores do MMA, participaram do encontro, que ocorreu na sede do MMA, na 505 Sul, em Brasília, representantes dos vários ministérios envolvidos com o tema, universidades, organizações da sociedade civil e do setor privado, em especial da indústria química.

Na próxima reunião, que deverá ocorrer logo nos primeiros meses do segundo semestre, a Comissão deverá aprovar o texto final do anteprojeto a ser encaminhado para análise da Casa Civil e, posteriormente, para aprovação no Congresso Nacional.

Por: Elmano Augusto/ Ascom MMA

Os tesouros que o aquecimento global destruirá.

Se a memória se perder, a história será um relato vazio. Restarão palavras soltas, fios desconexos. A mudança climática ameaça o patrimônio cultural do mundo. Compromete a lembrança e sua narrativa. Nada parece estar a salvo. Sítios arqueológicos, itens enterrados, restos de naufrágios, cidades, cemitérios, castelos, templos. A lista dos lugares em perigo é um catálogo que exibe a potencial destruição cultural do planeta. Mas o terrível é que o ser humano não poderá salvar todos eles. Centenas, talvez milhares, serão perdidos. O homem, então, deverá decidir o que abandonar para sempre e o que conservar. E sozinho, frente a si mesmo, avaliará as consequências de seus atos. “Quando uma localização se perde, a memória do lugar e da gente que lá viveu começa a se desvanecer”, argumenta a arqueóloga norte-americana Sarah Miller.

Esse fadeout, essa memória vazia, foi precipitado pelo aquecimento global. Talvez o grande medo com o qual o planeta convive. Porque é cada vez mais frequente e devastador. Basta folhear a hemeroteca. O fogo que abrasou parte da Europa em 2008 pôs em perigo o espaço arqueológico de Olímpia (Grécia); dois anos mais tarde, inundações, de novo na Europa ocidental, atingiram Roma, e durante 2013 uma onda de chuvas torrenciais destruiu parte do legado histórico do Estado indiano de Uttarakhand. Todas essas catástrofes foram geradas pela mudança climática. “A ameaça contra o patrimônio do planeta é muito séria”, admite Peter Debrine, assessor do Programa Mundial para o Patrimônio da Humanidade, da Unesco. “Os locais marinhos e próximos às costas são particularmente vulneráveis à elevação do nível dos mares, à erosão e ao aumento da temperatura da água”.

Templos egípcios

Mas não só a água fere, às vezes até a areia mata. No Egito, o templo de Nadura, dentro do oásis de El Kharga, está cada vez mais próximo de se tornar – verdadeiramente – uma ruína. As altas temperaturas, os fortes ventos e a abrasão deterioraram quase metade de sua estrutura. “Se a perda continuar nesse ritmo, as inscrições, os símbolos e os hieróglifos desaparecerão completamente em 2150”, advertiu em uma entrevista recente Hossam Ismael, professor de climatologia da Universidade de Assiut (Egipto).

Quando o ser humano se desentende simultaneamente com a temperatura, a água e a terra, o resultado é devastador. Apenas na Flórida a elevação do nível do mar em dois metros – que alguns estudos preveem para dentro de um ou dois séculos – afetaria 35.000 espaços que fazem parte do seu patrimônio cultural e um número semelhante estaria em risco por causa de tempestades marinhas e furacões. O detalhamento dessa cifra mostra a extensão do problema: 4.000 sítios arqueológicos, 800 cemitérios históricos e 30.000 estruturas e edifícios. Mas se mergulhamos nessas águas, veremos que a alteração do clima também afeta outros tesouros submarinos. “Muita gente acredita que, como os naufrágios ou os sítios arqueológicos já estão submersos, não serão afetados pelo aquecimento global. Mas o aumento da temperatura do oceano incrementa a salinidade e a migração dos pastos marinhos que estabilizam os sítios arqueológicos”, descreve Sarah Miller. Além disso, vários naufrágios que aconteceram na Flórida correm o risco de se perder. Por exemplo, os restos da frota capitaneada em 1559 por Tristán de Luna em Pensacola, ou o navio de guerra francês La Trinidad, que afundou em 1565, em Cabo Canaveral.

As áreas costeiras

Mas se o passado foi uma tragédia, o futuro é um assassinato. David Anderson, professor de Antropologia da Universidade do Tennessee, publicou um ensaio que prevê o desaparecimento de 20.000 sítios arqueológicos em nove Estados do sudoeste dos Estados Unidos. É apenas uma espera de tempo e espaço. Isso acontecerá no que resta de século e com um aumento de apenas um metro do nível do mar. Se levarmos essas estimativas à escala global, a magnitude do dano se revela. “Se as projeções estiverem corretas, podemos perder nos próximos anos uma grande parte do registro arqueológico e histórico da vida humana em áreas costeiras e será necessário, é claro, realojar um grande número de pessoas que vivem nessas regiões”, prevê David Anderson. Isso afetará os vivos e os mortos. Cerca de 7.000 cemitérios em 15 Estados podem ser inundados por essas águas em ascensão.

Turistas na praça de São Marcos, em Veneza, durante as inundações causadas pela ‘acqua alta’.© Fornecido por El Pais Brasil Turistas na praça de São Marcos, em Veneza, durante as inundações causadas pela ‘acqua alta’.

A paisagem é uma neblina e essa escuridão se estende da Europa à Mongólia. “No Velho Continente, o patrimônio mais afetado por episódios de chuvas intensas são os edifícios históricos de madeira que fazem parte da essência da arquitetura escandinava, centro-europeia e da Europa de Leste”, avalia May Cassar, professora de patrimônio e sustentabilidade do University College de Londres. Longe da Europa, nas terras outrora conquistadas por Genghis Khan, a mudança climática se juntou ao saque para ameaçar a identidade da Mongólia. O agravamento das condições climáticas encurralou as populações nômades. Com a diminuição de seus recursos ancestrais, muitos recorrem à pilhagem de milhares de enterros antigos que estão espalhados pela estepe. São simples círculos de pedra que, quase sempre, contêm corpos humanos e ossos de animais. Mas outros, mais raros, escondem joias, pedras preciosas e ouro.

Ninguém está a salvo da rapina ou da mudança climática. Na Ilha de Páscoa (Chile) os moais milenares (1500-1250 a. C.) começam a claudicar devido à erosão costeira e às inundações, a Estátua da Liberdade (Nova York) teve sua pele de cobre açoitada pelo furacão Sandy e Veneza está enclausurada há anos entre a opressão dos turistas e o fenômeno da acqua alta. E o que será da Espanha? “Sua vulnerabilidade vive unida à falta de chuvas e à desertificação”, adverte Peter Debrine. Isso foi sentido nos Parques Nacionais de Doñana e de Tablas de Daimiel; foi sentido na fragilidade criada pela irresponsabilidade do homem.

Toupeiras colocam Stonehenge em perigo

Monumento neolítico de Stonehenge.© Fornecido por El Pais Brasil Monumento neolítico de Stonehenge.Toupeiras e coelhos se tornaram o principal inimigo de Stonehenge, o famoso monumento neolítico do Reino Unido. O aumento da temperatura no inverno atraiu esses animais, e sua compulsão por escavar túneis ameaça a estabilidade da estrutura. Não é uma anedota, mas um sinal de alerta. O organismo público Historic Environment Scotland (HES), que supervisiona os 340 castelos, abadias, ruínas e sítios neolíticos mais importantes da Escócia, identificou 28 áreas de tal fragilidade que estão “sofrendo um nível de risco inaceitável”. Uma preocupação que veio para ficar nessas terras. “No Reino Unido, a mudança climática já afeta edifícios, enterros arqueológicos e o entorno meio ambiental de parques e jardins de importância histórica”, diz Tony Weighell, assessor do Governo britânico para essas questões. Essa natureza ameaçada é a mesma que os países prometeram proteger. “O fato de que esses lugares excepcionais estejam cada vez mais afetados pela mudança climática não só indica a gravidade do problema, mas também o que está em jogo, se os Governos não tomarem medidas em nível mundial”, alerta Peter Shadie, assessor do Programa Patrimônio Mundial da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). A cultura e a memória se queixam, o ser humano as ignora.

Como o pré-sal poderia ajudar o Brasil a usar menos diesel.

Com número recorde de empresas inscritas, mais uma área do pré-sal vai a leilão nesta quinta-feira. A 4ª rodada de partilha de produção colocou quatro campos em oferta, dois na bacia de Santos, dois na bacia de Campos, uma área de cerca de 4,2 mil km², o equivalente a três vezes o tamanho do município de São Paulo.

O aumento do preço do petróleo no mercado internacional e a alta produtividade das reservas brasileiras atraíram 16 petroleiras, entre as quais gigantes como Shell, Statoil e Exxon Mobil.

Um recurso do pré-sal que não é chamariz para essas multinacionais – o gás natural -, contudo, poderia ser aliado importante para o Brasil reduzir a dependência do diesel e aumentar a participação de fontes renováveis em sua matriz energética no médio e longo prazo.

O gás natural está associado ao óleo nas áreas de exploração, dissolvido ou como uma capa sobre os reservatórios. O menos poluente entre os combustíveis fósseis, na Europa e nos Estados Unidos ele vem sendo cada vez mais usado como combustível de caminhões e de navios – neste último caso, como um caminho para que os países cumpram as metas de redução da emissão de gases poluentes pelo transporte marítimo.

No Brasil, o gás natural é usado para consumo doméstico, em setores industriais e nas usinas termelétricas. Ele também poderia ser aproveitado, entretanto, como combustível alternativo para os ônibus nas grandes metrópoles do país e para dar flexibilidade à geração eólica e solar – ou seja, como “backup” para fornecer energia quando essas fontes, que são intermitentes, não estivessem produzindo -, ressaltam especialistas ouvidos pela BBC Brasil.

GasodutoDireito de imagem GETTY IMAGES
Image captionInfraestrutura para distribuição do gás explorado pelas plataformas marítimas exige pesados investimentos

Até 2026, justamente por causa da exploração do pré-sal, a oferta de gás natural na malha integrada de gasodutos do país deve crescer quase 40%, de 43 milhões de metros cúbicos por dia para 59 milhões, conforme as estimativas feitas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) com base nas reservas já conhecidas.

Apesar do aumento, a diversificação do uso do gás natural enfrenta obstáculos que vão desde a baixa demanda interna, que dificulta a criação de um mercado com preços que atraiam empresas para a exploração do combustível, à falta de infraestrutura de gasodutos para a distribuição.

Caminhões, gás liquefeito e os ‘corredores azuis’

“O desenvolvimento do pré-sal nos conduz a rápidos e materiais excedentes de gás natural”, diz Edmilson Moutinho dos Santos, professor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE-USP).

“Trata-se de um gás difícil de monetizar, por questões logísticas, mas que representa uma oportunidade real de valorização no mercado doméstico, tornando nossa matriz energética muito mais sustentável e em linha com as demandas globais do século 21”, completa.

O especialista estuda o conceito de “corredores azuis”, rotas para veículos pesados, em expansão na Europa, que garantem autonomia para abastecimento de veículos movidos a GNC, gás natural veicular comprimido, ou GNL, gás liquefeito.

Parque eólico em Campo Formoso, na BahiaDireito de imagem JOÃO RAMOS/ASCOM SDE
Image captionGás natural poderia também ser usado para complementar geração por fontes renováveis, aumentando a participação dessas modalidades na matriz energética

O uso do gás natural como combustível alternativo ganhou fôlego nos últimos dez anos, afirma Adriano Pires, sócio-diretor da Câmara Brasileira de Infraestrutura (CBIE), graças, em parte, à redução nos preços – reflexo, por sua vez, da exploração de gás de xisto (um tipo de gás “não convencional”, que não está atrelado às reservas de petróleo) nos EUA e da ampliação do uso da versão líquida do gás natural, o GNL, que não depende de gasoduto para ser transportado.

O GNL, aliás, vem sendo cada vez mais utilizado em navios, diante da pressão internacional para a fixação de metas mais agressivas pelo transporte marítimo para redução de emissão de gases poluentes.

“O gás natural é visto hoje como um caminho de transição para matrizes energéticas mais limpas, enquanto não se desenvolvem, por exemplo, as baterias que vão armazenar a produção por energia eólica”, ele acrescenta.

Ele não possui enxofre na composição e não gera fuligem quando queima, explica o professor de planejamento energético da Coppe-UFRJ Alexandre Szklo. “Não existe ‘queima limpa’ em combustível fóssil, mas a emissão de poluentes é menor.”

Coleta de lixo e ônibus urbano

Em uma de suas pesquisas, Moutinho, do Instituto de Energia e Ambiente da USP, simulou a troca de 30 caminhões de coleta de lixo a óleo diesel por GNV na cidade de Sorocaba, em São Paulo. Levando em conta as soluções tecnológicas já disponíveis no país, os resultados sinalizaram uma redução das emissões anuais de CO2 pela frota em 469 toneladas e a diminuição da emissão de poluentes como monóxido de carbono em mais de 95%.

Szklo, da Coppe-UFRJ, também vê potencial para substituição do diesel na frota de ônibus urbano, em áreas em que já exista malha de distribuição de gás, como a região Sudeste. Ele afirma que a alternativa já foi estudada na cidade do Rio de Janeiro, mas não foi para frente porque a mudança para o combustível a gás dificultaria a venda dos veículos no fim do seu ciclo de vida.

Interior de um ônibusDireito de imagCESAR OGATA/SECOM
Image captionPara especialistas, gás poderia substituir o diesel, por exemplo, em parte do transporte público urbano e em serviços como a coleta de lixo

Depois de “aposentados”, os ônibus usados para transporte urbano na capital carioca são vendidos para cidades do interior – que, nesse caso, não teriam acesso à rede de distribuição de gás para abastecer.

“A questão do diesel é maior que uma bala de prata”, diz o especialista, que acha difícil que o combustível mais usado no Brasil seja largamente substituído no curto ou médio prazo.

O transporte de carga, por exemplo, movimenta em geral cargas pesadas, grandes volumes de produto com baixo valor agregado, como commodities. A margem de lucro, portanto, é pequena, e menor ainda para os caminhoneiros autônomos, responsáveis por 30% do total do frete. O espaço para investir em caminhões menos poluentes, portanto, é muito mais limitado.

Os navios que saem dos portos do país, por sua vez, também transportam produtos de baixo valor agregado – ou seja, é preciso ter volume para que o frete seja financeiramente rentável. Assim, à medida que os tanques para gás, maiores do que aqueles usados para o diesel, ocupariam espaço que poderia ser da soja ou minério de ferro, esse tipo de alternativa acaba se tornando menos atraente.

“O diesel é a nossa principal matriz energética. O Brasil consome mais diesel do que eletricidade”, destaca Szklo, para ilustrar o tamanho do desafio de reduzir de forma significativa a dependência do combustível que desencadeou a greve de caminhoneiros no último mês de maio.

O gás do pré-sal

De forma geral, parte do gás explorado no subsolo oceânico é reinjetada nos reservatórios, porque facilita a extração de óleo, uma parcela é consumida na plataforma, outra é perdida ou queimada e parte é disponibilizada para consumo.

No pré-sal, uma parcela maior do gás tem sido reinjetada porque faltam rotas de escoamento das plataformas “offshore”, no oceano, para a malha “onshore”, no continente, diz Szklo, da Coppe-UFRJ.

Parte do problema de infraestrutura, dizem Giovani Machado e Marcos Frederico, superintendentes da diretoria de estudos do petróleo, gás e biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), se deve ao custo elevado para construir a rede de gasodutos com centenas de quilômetros que ligaria o mar ao continente.

Nos Estados Unidos e na Europa, como o gás é usado desde a década de 50 e 60 para calefação nas regiões mais frias, a malha de distribuição que passou a ser usada, por exemplo, para abastecer os caminhões, já estava disponível e “amortizada” – ou seja, os investimentos já haviam sido recuperados -, afirmam os especialistas.

Diante da capacidade limitada do setor público de gastar e da incerteza das empresas que exploram os reservatórios em relação à demanda – ou seja, se elas terão para quem vender o gás que eventualmente decidam explorar -, as vencedoras dos leilões do pré-sal têm pouco incentivo para ampliar a rede de distribuição.

“A infraestrutura não anda porque não tem demanda disposta a pagar por esse serviço”, destacam.

Os reservatórios do pré-sal têm uma proporção maior de gás em relação ao óleo do que os demais campos no país – o combustível, contudo, tem teor mais alto de contaminantes, como o CO2, que precisam ser isolados para que o gás seja comercializado.

Para concorrer com o GNL importado e com o gás barato que vem da Bolívia pelo gasoduto de 3,1 mil km inaugurado em 2010, o gás do pré-sal precisa ter um preço bem mais competitivo do que tem hoje, diz Larissa Resende, do Centro de Estudos de Energia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Energia).

Uma das soluções nesse sentido, ela exemplifica, seria a “ancoragem” em projetos de termelétricas a gás – grandes consumidoras, que garantiriam parte da demanda – e a estocagem subterrânea do combustível, para que ele ficasse mais próximo dos centros consumidores e reduzisse o impacto negativo das oscilações de demanda sobre os preços.

Em paralelo, ela acrescenta, o país precisa de mudanças regulatórias e de formulações de política energética voltadas para fomentar o mercado de gás. O chamado “PL do gás”, o projeto de lei 6407, de 2013, está parado no Congresso.

“Essa abundância de gás que a gente tem no pré-sal só vai ser aproveitada, inclusive como energia de transição para construir uma matriz energética mais limpa, se houver mercado. O Brasil corre o risco de perder uma oportunidade.”

O leilão desta quinta-feira

As últimas rodadas de leilões do pré-sal foram realizadas em outubro do ano passado, quatro anos depois da primeira.

Desde 2016, a Petrobras não precisa mais ser operadora única dos campos do pré-sal – uma lei de 2010 previa que a empresa deveria ter participação mínima de 30% na exploração de todos os blocos em operação.

Com a mudança, a estatal passou a ter direito de preferência sobre as áreas ofertadas. Ou seja, ela tem a prerrogativa de decidir antes do leilão se deseja ou não ser operadora e de confirmar esse interesse no dia do certame, caso a oferta vencedora feita pelas empresas que farão parte do consórcio esteja acima de sua capacidade financeira.

Na 4ª rodada, a Petrobras exerceu direito de preferência em três dos quatro campos em oferta – Dois Irmãos, Três Marias e Uirapuru -, com 30% de percentual mínimo de exploração requerido.

As vencedoras do leilão serão aquelas que oferecerem o maior excedente em óleo para a União. O regime, dito de partilha e instituído em 2010, é diferente do aplicado para as demais áreas produtoras de petróleo do país, o de concessão – que seleciona as empresas a partir dos valores de bônus que elas oferecem ao governo.

A 5ª rodada de leilões está prevista para o próximo mês de setembro e a 6ª, para o primeiro semestre de 2019.